A Amazona Renata Barra Gazzola, alcançou a segunda colocação na categoria Amador Top – 1,35m no torneio de comemoração ao 65° aniversário da Sociedade Hípica de Campinas. Em três dias de prova montando o cavalo Zé Furão, Renata foi a segunda melhor entre os participantes. O evento reuniu mais de oitenta competidores na categoria.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A Amazona Renata Barra Gazzola, alcançou a segunda colocação na categoria Amador Top – 1,35m no torneio de comemoração ao 65° aniversário da Sociedade Hípica de Campinas. Em três dias de prova montando o cavalo Zé Furão, Renata foi a segunda melhor entre os participantes. O evento reuniu mais de oitenta competidores na categoria.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O cavalo necessita de alguns cuidados mínimos para o seu bem-estar. Um fator a ter em conta é o espaço onde ele possa-se sentir cômodo, para evitar que se ponha nervoso e possa magoar-se a si mesmo.
Uma realidade bem diferente da que convivemos hoje. Recentemente um grupo de jovens ateou fogo a um cavalo, que ficou gravemente machucado. É evidente o descuido em todo o lugar, cavalos abandonados vagam desnorteados em busca de um pasto.
Isso não deveria acontecer ainda mais se tratando de um animal que pode ser usado na reabilitação de pessoas com necessidades especiais. Trabalha e auxilia no bem estar dos praticantes. Um animal que só ajuda não merece nenhum tipo de maus tratos e sim agradecimentos pelo essencial trabalha que desempenha.
Faça isso:
Leve ao veterinário: No caso dos equídeos, recomenda-se uma média de duas vezes por ano.
Cuidado dentário: É de muita importância uma revisão dentária periódica realizada pelo veterinário. Normalmente, em cada seis meses tem que ser feita uma pequena limpeza aos seus dentes.
Vacinação: A vacinação também deve ser feita de forma periódica, segundo as indicações e normas veterinárias que existem. É de maior importância a vacinação nos cavalos que frequentam concursos, feiras ou exibições.
Desparatização: O cavalo pode albergar permanentemente parasitas. No meio ambiente do cavalo (erva, água, prados) existem bastantes parasitas microscópicos. A desparatização periódica permite romper o ciclo e evitar possíveis doenças.
Alimentação: O cavalo necessita duma alimentação adequada e variada tendo em conta a sua idade, raça e actividade. Possíveis problemas derivados de uma má alimentação podem ser a obesidade e a anemia.
Pense bem! Cuide.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Após superar expectativas e sobreviver às queimaduras sofridas por um grupo de jovens em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o animal se recupera. Ele recebe comida reforçada, cuidados de veterinários e foi destaque no desfile da cavalaria da PM, no dia de sete de setembro.
O caso
O animal dormia em um terreno, no bairro Farrula, ao lado da casa do tutor, que é carroceiro, quando três jovens (apenas o menor foi indiciado) por “brincadeira” jogaram dois litros de gasolina sobre o cavalo e atearam fogo.
Para escapar das chamas, o animal se jogou contra a vegetação do terreno, mas ficou muito machucado.
O tutor do animal ficou sem poder trabalhar, no entanto, segundo a Polícia Civil, ele vai ganhar outro cavalo. O adolescente foi encaminhado para o Juizado da Infância e Juventude.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Os nômades da Ásia Central, desprovidos de ciência, foram os melhores cavaleiros do mundo. No Ocidente, 3.400 anos depois, Federico Caprilli, foi contemporâneo de Ivan Pavlov, Charles Sherrington e Sigmund Freud que começavam a desvendar o mundo da fisiologia, da bioquímica e da psicologia. Caprilli elevou o cavalo de objeto a indivíduo — o que estava em perfeita sintonia com o avanço da ciência do seu tempo, e também com a equitação dos nômades!
Mas, o que acabou sendo a equitação científica no século 20?
A ciência é um conjunto de conhecimentos obtidos mediante a observação e a experimentação dos fatos. Entretanto os cientistas ocidentais, urbanos e sedentários, sempre tiveram grande dificuldade em entender o conjunto de conhecimentos que os povos ditos 'primitivos' obtêm, não através da das pesquisas, mas simplesmente por eles serem uma 'parte' natural do sistema ecológico. "Como o mundo é governado das cidades, onde os homens se acham desligados de qualquer forma de vida que não a humana, o sentimento de pertencer a um ecossistema não é revivido", escreveu Berthrand de Juvenel.
Outra dificuldade que tem atravancado o pensamento ocidental acerca dos conhecimentos das sociedades primitivas é que, sendo a ciência tratada como uma 'ideologia secular de progresso', aos olhos do homem moderno uma tribo de indígenas, vivendo na Idade Neolítica, simplesmente não poderia saber mais do que um cientista, acerca de qualquer coisa. No Brasil, aprendemos com Darcy Ribeiro que um índio Kaiapó, por exemplo, tem uma sofisticada classificação do seu meio ambiente que lhe permite viver com fartura onde o etnólogo Claude Levi-Strauss, com toda a sua sabedoria científica, morreria de fome. O nômade da Ásia Central e o seu cavalo formavam um sistema fisiológico integrado - sintonizado à perfeição por muitos séculos de aprendizagem bilateral. Um cita montava a cavalo como a Márcia Haydée dança balé ou o Von Karajan rege uma orquestra - com a sabedoria da alma. Os cavaleiros nômades não precisavam de livros para passar os seus conhecimentos eqüestres para as novas gerações - todo membro da sociedade começava a aprender o ofício eqüestre desde quando nascia. Entretanto, nas sociedades urbanas e sedentárias, organizadas em profissões especializadas, é muito diferente. As técnicas eqüestres precisam ser registradas em livro para ser ensinadas para as novas gerações. Aí surgiu o problema da equitação científica no século 19: como conhecer a fisiologia da equitação se nem a ciência e muito menos a sociedade, conheciam a psicologia, a fisiologia, a neurofisiologia e a bioquímica do cavalo e a sua função na equitação? Entretanto, os grandes mestres equitadores do passado sempre procuraram dar uma orientação científica ao seu trabalho. Pluvinel, no século 17, sem entrar em maiores detalhes, deixou claras as vantagens da equitação racional e 'científica' em oposição aos métodos brutais e irracionais.
Durante o século 19, a física e a mecânica avançaram com uma velocidade cada vez maior, e assuntos que eram matérias distintas começaram a convergir, criando novas sínteses e novas descobertas. Mas as palavras de Baucher ecoam nos dias de hoje como uma descrição puramente mecânica - "Cada movimento do cavalo é a conseqüência de uma posição específica que, por sua vez é produzida por uma força 'transmitida' pelo cavaleiro". A imagem que temos do cavalo descrito por Baucher é a de uma máquina, formada por pistões e alavancas, e a força do cavalo é descrita como se emanasse do cavaleiro, todo poderoso. O cavaleiro de Grisone e de Baucher era o centro do mundo eqüestre (assim como, na antigüidade, a Terra era o centro do universo), e nos seus livros o cavalo e a equitação se transformaram numa grande metáfora da ciência mecânica. Já, no século 20, as idéias de Caprilli elevaram o cavalo de objeto mecânico a indivíduo sensível, capaz de fazer julgamentos próprios — um salto monumental sobre o mecanicismo do passado. Caprilli insistia que o cavalo experiente é perfeitamente capaz de julgar a distância, e decidir se deve aumentar ou diminuir os seus galões e regular o momento do salto. "Tudo o que é necessário é o cavaleiro interferir o mínimo possível no equilíbrio natural do cavalo, e se ajustar à maneira do cavalo se movimentar". Com as idéias de Caprilli, de repente, o cavalo e o cavaleiro se tornaram parceiros. Caprilli incorporou o cérebro do cavalo e o seu sofisticado sistema neurofisiológico à sua filosofia de trabalho e se tornou o mais importante cavaleiro da sua geração. Mesmo não conhecendo neurofisiologia, para ele, a fusão dos sentidos e a união dos gestos do conjunto eram fatores importantes na equitação. Nos circuitos de salto, as suas técnicas foram adotadas com grande sucesso e a equitação clássica estava pronta para dar um salto espetacular - da Idade Mecânica para ingressar na Era da Neurociência. Mas, naquele momento, o mundo parou de se preocupar com o cavalo, e todo o esforço científico - as novas e importantes descobertas da neurologia, da psicologia, da química e da informática (matérias que ninguém associou com a equitação) - se voltou para resolver os problemas sociais, políticos e econômicos, que pulularam no atormentado século 20. O cavalo e a equitação tornaram-se obsoletos, como uma pena de ganso depois da pena de metal, da pena de metal depois da caneta-tinteiro, da caneta tinteiro depois da máquina de escrever e da máquina de escrever depois do processador de texto. A banda próspera da humanidade parou de se interessar por cavalos para viver um tórrido romance com o automóvel; um terço da população do globo ardeu com a febre do comunismo, só curada com doses maciças de consumismo. Deus estava morto, Marx estava morto e o Homo-caballus era, aparentemente, mais uma espécie extinta. Com o discreto renascimento eqüestre nos anos 50, os 'entusiastas' do cavalo se voltaram para a Equitação Acadêmica do passado em busca das soluções para o presente, da mesma maneira que a sociedade medieval se voltou para a cultura clássica grega durante a Renascença italiana. As obras clássicas sobre equitação (algumas já discutidas aqui) foram desenterradas, espanadas e postas em prática, com grande reverência e respeito. A Idade Mecânica foi restaurada ao poder do mesmo modo que o universo aristotélico foi restaurado na Renascença - como se a revolução tecnológica do século 20 não estivesse em pleno curso. Infelizmente é preciso dizer que a equitação 'científica' do século 20 foi uma cópia xerox em preto e branco da equitação pouco científica do século 19. Precisamos urgentemente rever as técnicas da equitação clássica à luz das grandes descobertas científicas que estão mudando os paradigmas de todas as áreas do conhecimento humano.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O adestramento ou dressage (que deriva da palavra francesa dressur, que significa "treinar") é uma das três modalidades eqüestres olímpicas, regulada pela Federação Eqüestre Internacional(FEI). O objetivo geral do Adestramento é auxiliar o cavalo a desenvolver, através de diversos exercícios, a capacidade de executar todos os seus movimentos naturais, tornando-o um animal flexível, calmo, atento ao cavaleiro e, portanto, agradável de se montar.
Partindo deste princípio, em tese todo cavalo de sela deveria receber tal treinamento, mesmo em nível básico. Os cavalos destinados à competição necessitam, porém, de treinamento avançado, que é realizado em escalas, do iniciante ao Grand Prix (Grande Prêmio).
Animais que atingem tal nível de treinamento devem dar a impressão de "flutuar" pela pista sem o auxílio do seu cavaleiro, com os movimentos mais complexos realizados sem esforço aparente. Por isso, a modalidade é muitas vezes conhecida como "Ballet Eqüino".
As origens do adestramento se encontram nos escritos de Xenofonte, da Grécia Antiga, que pregava o treinamento dos cavalos sem violência e seguindo sua movimentação natural. Não se sabe se os célebres cavaleiros da Idade Média seguiam seus métodos, embora isso seja pouco provável - aparentemente, o controle dos animais era feito através de embocaduras extremamente severas, esporas violentas e exaustão física.
Durante o Renascimento europeu, os princípios gregos de Xenofonte foram revividos e a Equitação Clássica se tornou um dos principais passatempos dos reis e nobres. Estes passaram, então, a criar cavalos que possuíssem maior facilidade de executar os movimentos deles exigidos e desenvolver embocaduras e selas mais adequadas à modalidade. Até hoje, os cavalos da Alta Escola de Equitação de Viena e de Saumur, na França, são treinados de acordo com tais ensinamentos e apresentados com equipamentos idênticos aos da época.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A equitação é uma atividade esportiva que exige uma significativa variação do trabalho muscular do cavaleiro, pois em cada modalidade, tipo de prova e a cada instante da ação, no ato de montar, ocorre determinada solicitação motora. Quando praticamos a arte eqüestre, comprovamos que uma boa posição do cavaleiro é muito importante no desempenho do conjunto, uma vez que a posição precede a ação. Um cavaleiro que não possui um bom condicionamento físico certamente não vai conseguir manter uma boa posição à cavalo, isso porque ele terá um desgaste prematuro. Assim, a fim de abranger de forma mais completa o assunto, e na intenção de compreender como ocorrem as diversas formas de expressão motora da anatomia humana, analisaremos os esforços realizados pelo corpo do cavaleiro, considerando os seguintes segmentos corporais:
- Cabeça e Pescoço
- Tronco
- Membros superiores
- Punhos e Mãos
- Quadril
- Coxas
- Pernas
- Joelhos
- Tornozelos e Pés
Cabeça e pescoço
A cabeça deve-se manter sempre aprumada executando, ocasionalmente, leves rotações. A posição correta, altiva e voltada para frente, resulta da contração isométrica da musculatura local, isto é, contração muscular sem movimentação de segmento. É importante ressaltar que é neste segmento que se situa a região cervical da coluna vertebral, que, além de possuir grande mobilidade, contribui para a orientação espacial. Entre os músculos que atuam no local, os principais são o trapézio e o esternocleidomastóideo.
Tronco
O tronco tem duas funções essenciais: envolve e protege os órgãos internos e atua como base para o movimento dos membros e postura da cabeça. A posição ereta é assegurada pela armação dinâmica da coluna, representada pelos músculos abdominais e dorsais. Como é sabido, a configuração da coluna vertebral não é retilínea, apresentando como curvaturas características a lordose cervical, de convexidade dirigida para trás; a cifose dorsal, de convexidade voltada para diante; a lordose lombar e a cifose sacra.
A lordose serve para amortecer os movimentos, a cervical, os da cabeça, enquanto a lombar, os do tronco; a cifose funciona de forma compensatória para esse amortecimento.
Dependendo da modalidade eqüestre, o tronco assume diversas posições, todavia duas são básicas: postura ereta ou em flexão e extensão. Na primeira (postura ereta), que predomina no adestramento, há uma contração estática de seus grupos musculares, ocorrendo um trabalho isométrico (contração muscular sem movimentação de segmento) que abrange também a musculatura do pescoço. A segunda posição, em flexão e extensão – assumida exemplarmente por ocasião de um salto ou de uma partida de pólo (onde ocorre ainda a rotação lateral do tronco) – é mais fatigante, embora perdure por frações de segundos. Além disso, há um trabalho de alongamento e encurtamento da musculatura posterior, anterior e lateral do tronco, numa região onde está inserida grande parte da coluna vertebral.
Membros superiores
Na equitação acadêmica, estes segmentos assumem uma posição flexionada, em torno de 90°, na articulação do cotovelo (trabalho muscular estático). Enquanto no salto (transposição de obstáculos) e em outras modalidades, os membros superiores executam também a extensão (trabalho muscular dinâmico). Estão incluídas nesta região a cintura escapular, a articulação do ombro, bem como a do cotovelo. A cintura escapular fixa a articulação do ombro ao tronco, promovendo a ligação entre este e o braço.
A articulação do ombro é a articulação de maior mobilidade do corpo humano. A articulação do cotovelo estabelece a ligação móvel entre o braço e o antebraço. Os principais músculos flexores desta região são o bíceps braquial e o braquial. O principal músculo extensor é o tríceps braquial.
Punhos e mãos
Situada na extremidade do membro superior, a mão é uma “ferramenta” muito aperfeiçoada, tendo como característica principal a função de apreensão, pela ação de colaboração entre o polegar e os demais dedos, formando uma espécie de pinça.
Na prática eqüestre, há um trabalho muscular específico tanto para a fixação do punho, como para apreensão das rédeas (trabalho isométrico). Os músculos flexores e extensores do carpo são os principais grupos musculares localizados este segmento.
Quadril
O quadril é de vital importância, em todas as modalidades eqüestres, uma vez que é nessa região lombar da coluna vertebral além do músculo iliopsoas, um dos mais importantes dessa região. Além disso, é onde deve ser absorvido todo e qualquer movimento desnecessário, bem como os impactos originados pelo contato entre o cavalo e o cavaleiro. A solicitação motora, principalmente com relação à flexibilidade e ao equilíbrio, é muito grande, já que, ao estar posicionado sempre em flexão, confere maior estabilidade à posição clássica do cavaleiro.
Coxas
As coxas permanecem estáticas, tendo sua parte medial (interna) pousada sobre a sela. Há um trabalho proeminentemente isométrico dos músculos adutores (daí advém a forma arqueada dos membros inferiores do cavaleiro, comumente chamado de “pernas de cowboy”). A função estática desse grupo muscular consiste em equilibrar o peso do tronco com relação à inclinação da bacia. Os principais músculos desta região são o quadríceps crural, os adutores, o bíceps crural e os abdutores.
Joelhos
A articulação dos joelhos confere apoio firme à unidade funcional formada pela coxa e pela perna. Além disso, deve ter boa mobilidade, para executar movimentos de amplitude moderada, em flexão e extensão, trabalhando sem nenhum apoio, quer seja no cavalo ou na sela. Para a flexão desta região, os músculos posteriores da coxa, especialmente o bíceps crural, exercem função primordial.
Pernas
Este segmento é de vital importância para a fixidez do cavaleiro, na impulsão, nas mudanças de direção e nas andaduras do cavalo. O trabalho desenvolvido pelos músculos dessa região é predominantemente estático (isométrico), com contrações alternadas ao pressionar os flancos do animal. Os principais músculos são os gastrocnêmios e os tibiais.
Tornozelos e pés
A articulação dos tornozelos, à semelhança dos joelhos, deve ser flexível para que o pé do cavaleiro se posicione de modo correto, ou seja, em flexão dorsal, e possa executar leves movimentos de extensão, flexão e rotação, de acordo com a necessidade de comandar o cavalo, além de contribuir para a absorção dos impactos.
A flexão dorsal do pé é facultada pela posição do joelho, uma vez que há menor tensão do músculo posterior da perna (gastrocnêmio). Os principais músculos que promovem a posição correta dos tornozelos e pés na equitação acadêmica são o tibial anterior e os extensores dos dedos.
terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os cavalos são animais que vivem socialmente em manada; esta evolução para agirem em interação social deu-lhes também a capacidade de escapar a predadores. O seu sistema de comunicação altamente desenvolvido é usado principalmente através da linguagem corporal, ajustada também para ler o comportamento das espécies predadoras. Assim eles conseguem frustrar tanto fisicamente como emocionalmente potenciais predadores na luta pela sobrevivência. Os seres Humanos são uma espécie predatória, instintivamente têm um comportamento que pode levar os cavalos a sentirem desconfiança e acionarem mecanismos de defesa e, dependendo do caráter do animal, ter reações mais agressivas, não por serem naturalmente agressivos, mas sim por defesa. A prática da Natural Horsemanship estuda também o caráter dos Equinos, de modo a que possamos aprender a ler o cavalo.
Vamos dissecar um pouco estas palavras: "Natural" no dicionário quer dizer - 'não artificial', formado por natureza é 'fácil', não afetado e bondoso. "Cavaleiro" é definido como - "treinador de cavalos”. "Equitação" quer dizer conjunto de cavaleiro e cavalo a trabalharem como um só. Agora juntemo-las. Equitação Natural. A arte de trabalhar, treinar e montar cavalos é um processo que funciona com o comportamento do cavalo, os seus instintos e caráter, de uma forma serena e bondosa.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O vencedor da prova é o concorrente que tiver menos penalizações (pontos) e fizer o percurso mais rápido, o que somar mais pontos ou então aquele que mais se aproximar do tempo ideal, conforme o tipo de prova.
Existem vários tipos de provas dentro dos saltos de obstáculos, como:
- As provas sem cronómetro, podem ser de tempo ideal, na qual a pista é medida e dá-se um tempo para concluir o percurso. Quem mais se aproximar desse tempo com menor penalização ganha a prova.
- Com cronómetro, em que a velocidade é determinante para o resultado das provas.
- As provas com barrage, em que os conjuntos que no primeiro percurso tiveram os mesmos pontos, desempatam, num percurso reduzido, com base nas penalizações e no tempo.
- As provas de potência, um máximo de quatro barrages, onde a altura dos obstáculos é sucessivamente aumentada.

A equitação de trabalho é uma modalidade esportiva em ascensão no Brasil. Muito conhecida na Europa em que os melhores são verdadeiramente os portugueses, é um desporto onde todos podem participar, com qualquer cavalo, de qualquer raça, idade ou experiência.
Tem como objetivo demonstrar as habilidades do cavalo de sela e a destreza do cavaleiro. A competição é composta por etapas distintas, disputas individuais – Ensino, Maneabilidade e Velocidade –, nas quais o cavaleiro monta sempre o mesmo cavalo.
Por gerações, o homem vem utilizando cavalos para o trabalho no campo. Estes animais devem possuir habilidades atléticas e morais diferenciadas, para que possam vencer os obstáculos que se apresentam com eficiência esegurança. Ágeis, no entanto controlados; fortes, no entanto sensíveis. Um delicado e necessário equilíbrio. A prova de Equitação de Trabalho foi idealizada para pôr estas qualidades à prova em pista.
Criada por italianos e franceses, a modalidade nasceu da idéia de reunir em uma única competição conjuntos de origens diversas, a fim de demonstrar o trabalho diário de campo num simulacro de obstáculos e situações reais.
De pequenas competições regionais, a prova expandiu-se rapidamente, mais tarde contando com a participação de espanhóis e portugueses.
A participação dos diferentes países possibilitou o nascimento, em 1998, de um Campeonato da Europa de Equitação de Trabalho. Para tanto, desenvolveu-se um regulamento comum aos quatro países, com o objetivo de unificar os conceitos eqüestres, respeitando, porém, as diferentes tradições da lida no campo.
Cada país utiliza o cavalo típico de sua região. Os italianos usam os maremenhos, animais da região da Marema, naToscana, de porte semelhante ao puro sangue inglês, com algumas características do quarto de milha. Os franceses utilizam camargueses, animais de pequeno porte da região da Camarga, que lembram pôneis, apenas maiores. Os espanhóis, um animal que é o resultado de uma cruza de anglo-hispano-árabes. Os portugueses, o puro sangue lusitano.
Equipamentos e trajes são típicos de cada região, definidos pelo regulamento de cada país.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Após a Guerra da Tríplice Aliança D. Pedro II trouxe de Portugal o Cap Luiz de Jácome, que tinha a missão de estabelecer as bases para a criação das coudelarias do Exército e difundir a doutrina eqüestre de Baucher, predominante na Europa naquela época. Sua ação fez-se sentir no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, estimulando a equitação nos quartéis e nos clubes civis.
Após a proclamação da república, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Presidente da República, tendo realizado cursos militares na Alemanha, enviou à Escola de Cavalaria de Hanover oficiais do Exército. Com isso, difundiam-se pelo Brasil duas doutrinas, a Francesa e a Alemã.
Após a Primeira Grande Guerra chegou ao Brasil a Missão Militar Francesa, comandada pelo General Gamellin. Como instrutores de equitação vieram os comandantes Gipon e De Marrail.
Em 1922 o Ministro da Guerra criou o Centro de Formação de Oficiais Instrutores de Equitação, com o objetivo de formar oficiais instrutores de equitação, capazes de transmitir, nas escolas e corpos de tropa, regras uniformes de Equitação. Era o embrião da atual Escola de Equitação do Exército. O trabalho iniciado e difundido pela Escola de Equitação do Exército tomou o Brasil.
Desde então o hipismo cresceu e se desenvolveu. A equitação que antes era dirigida aos militares e que tinha por objetivo adestrar os cavalos e cavaleiros para o combate deu lugar à equitação como esporte e difundiu-se também ao público civil.
Em 1952 o hipismo nacional teve um de seus resultados mais expressivos, o quarto lugar do então tenente coronel Eloy Menezes nas Olimpíadas de Helsinky, feito igualado apenas no ano 200 pelo cavaleiro André Johanpeter, nas Olimpíadas de Sidney.
As medalhas de bronze conquistadas pela nossa equipe de Hipismo nas Olimpíadas de Atlanta e Sidney, os títulos na Copa do Mundo e nos Jogos Mundiais conquistados por Rodrigo Pessoa marcaram definitivamente a presença do Brasil neste esporte, trazendo como conseqüência a popularização e o aumento de praticantes por todo o país.

O cavalo divide o mesmo hábitat com o homem há milênios. Domesticado, foi usado no trabalho, no transporte e nos passeios pelos mongóis, persas, egípcios e árabes. Nos Jogos da Antigüidade, as competições eqüestres eram das mais concorridas pela platéia, mas os louros adornavam a cabeça do dono e não a do condutor do animal vitorioso. Xenofonte, historiador e adestrador, teorizou, no século 3º- a.C., sobre o treinamento e a prática da montaria esportiva, com princípios que rechaçam o uso da violência e são ainda hoje cultuados. Mas o império da sabedoria grega caiu, e os quadrúpedes passaram a ser tratados a chicotadas pelos romanos. Na Europa renascentista, nos séculos 15 e 16, foi retomada a decência nos treinamentos, porém, o objetivo maior ainda era a preparação dos cavaleiros de guerra. Nos dois séculos seguintes, o adestramento planejado entrou no ritmo de galope com o nascimento de escolas do ramo, como Versalhes (1680), Cavalaria de Saumur (1834) e a famosa Espanhola de Viena (1735), para a qual o mestre francês François de la Guerinère compilou e aprimorou todas as técnicas conhecidas, quase as mesmas de hoje, em sua obra Escola de Cavalaria. Em Paris-1900, o salto tradicional, em distância e em altura foi apresentado, sem valer medalha. Os cavaleiros ainda inclinavam-se para trás na hora de suplantar os obstáculos. A grande revolução na prova de salto aconteceu em 1902, quando o italiano Federico Caprilli inventou o forward seat O esporte passou a integrar em definitivo o programa olímpico em Estocolmo-1912, com três modalidades, disputadas individualmente e por equipe: salto, adestramento e concurso completo de equitação (CCE). Porém, por muitos anos ficou restrito aos homens das casernas. O predomínio militar só foi quebrado em Helsinque-52, quando se autorizou a participação de civis e de mulheres e o francês Pierre Jonqueres d'Oriola ganhou a medalha de ouro nos saltos. Ao Brasil, o cavalo foi trazido para ser explorado na agropecuária e no vaivém dos primeiros colonizadores portugueses. A espécie adaptou-se melhor no Sul, mas a primeira competição o Torneio de Cavalaria aconteceu em Pernambuco, em abril de 1641, organizada pelo dominador holandês Maurício de Nassau. Todas as provas eram de carreiras. Duque de Caxias preocupou-se com a criação nacional e importou garanhões puros-sangues ingleses para melhorar a linhagem de nossos animais. A equitação acadêmica começou a ser praticada no país a partir do conhecimento de Luiz Jácome de Abreu de Souza, trazido da Inglaterra em 1863. Em Atlanta-96, o Brasil conquistou a primeira medalha no salto, bronze por equipe, com Rodrigo Pessoa, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, André Johannpetter e Luis Felipe de Azevedo. |

A equitação é a arte de cavalgar! Cavalos são criaturas fortes, bonitas, inteligentes e amigas. Se foram bem treinados e não sofreram com a maldade e a ignorância de humanos quando mais novos, certamente serão bons animais e lhe trarão muitas alegrias.
Existem várias formas de você aproveitar a companhia de um cavalo: pólo, corrida, enduro, adestramento, salto etc. - mas todas são bastante caras. Você vai precisar de equipamento (botas, capacete, culote, sela, arreios, manta). Seu cavalo tem que ter uma alimentação adequada, deve ser examinado sempre por um veterinário competente, ser vacinado, escovado e exercitado todos os dias. Tem que dormir em um lugar apropriado para ele. Tudo isso custa muito dinheiro!
Existe, é claro, a possibilidade de você fazer equitação na escolinha de um clube hípico e, assim, pode economizar usando o cavalo da instituição. Se você for realmente bom em alguma modalidade da equitação, pode até conseguir montar cavalos de outras pessoas em competições - afinal, é o que grande parte dos competidores faz!


Roman Lover