sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Richard Bilton é o novo campeão brasileiro Amador Top





Com boa participação - totalizando 169 conjuntos (cavalo/cavaleiro) representando 10 federações nacionais - o Campeonato Brasileiro de Amadores movimentou a Sociedade Hípica Brasileira no Rio de Janeiro, entre 12 e 15/11. Estavam em jogo títulos individuais e por equipes em três alturas - Amador Top 1.30 metro, Amador A - 1.10 metro e Amador B - 1 metro - sendo que a decisão da categoria Amador - 1.20 metro ocorre no final do mês, de 25 a 28/11, juntamente com o Brasileiro de Seniores, novamente na mais tradicional entidade do hipismo carioca.

Na categoria Amador Top, o cavaleiro paulista Richard Bilton montando Cia Athletica Carbonel fez jus a sua experiência e condição de favorito sagrando-se campeão brasileiro entre um total de 48 participantes.

Pelas cores da Bahia, a jovem amazona Diana Martins mostrou muita categoria conquistando o vice-campeonato com garanhão Galant de Land JL Sítio Chuin, montaria que normalmente compete compete sob a sela do cavaleiro profissional Marquinhos Ribeiro dos Santos.

Mostrando toda a força do hipismo paulista, os demais lugares no pódio individual da 3ª à 6ª colocação também foram para São Paulo. Na disputa por equipes, o time da Federação Paulista de Hipismo - Marcio Appel / Joffre de Rolonde, Sergino Ribeiro de Mendonça / Accorannus JMen, Thereza Tourinho / Flying Saucer das Umburanas e Richard Lyon Thorp Bilton / Cia Athletica Rebell - dominou o placar levando ouro sem único ponto perido.

Na categoria Amador A, a mais concorrida com um total de 83 conjuntos, dobradinha para o Rio de Janeiro com Marco Antonio Alencar montando Uviet Domar, campeão, e Edward Amadeo com Best Taylor, vice. Honraram as cores de São Paulo, subindo ao pódio da 3º à 6ª colocação, Gabriela Feffer com Iramiro Método, Stella Ripper com Pura Plata e Amanda Prado Bontempo / Laurenselle.

Na disputa por equipes, a Federação Equestre do Pernambuco com Marcelo Andrade / Casado Geraldo Bandeira de Melo Filho / SL Somet II, Carlos Avelar / Max Centro Hípico Zona Sul e Gleidson Pereira de Carvalho / SL Sarac levantou medalha de ouro. Pelas cores de São Paulo, Amanda Prado Bontempo / Laurenselle, Eduardo Martins Carvalho Filho / Ana Mage des Halles, Ronaldo Milan / Reebok Sport Club Prince e Patrícia Procopio Foroni / Zilda Método levantaram o vice-campeonato.

Finalmente, na categoria Amador B, em mais um importante título para o Rio de Janeiro, Carlos Roberto Vasconcellos montando Keliza sagrou-se campeão brasileiro. Por São Paulo, Rodrigo Costa montando Calisco Junior, atual vice-campeão paulista, também conquistou o vice brasileiro.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bernado Alves é destaque na World Cup em Verona




O cavaleiro brasileiro Bernardo Resende Alves foi o grande destaque da etapa Rolex FEI World Cup em Verona, Itália, entre 4 e 7/11. Radicado na Europa há 10 anos, venceu nada menos do que três provas e fez um 2º lugar. "Eu não ia participar desta etapa. Me inscrevi na última hora e valeu a pena", comemorou o cavaleiro medalhista panamericano.

Começou conquistando o 2º posto na prova a 1,40m de altura, sexta-feira, 5/11, com Kingly du Reverdy, perdendo por apenas 0,26 segundos para o suíço Werner Muff, que montou Unik.

Na prova a 1,50m, ao cronômetro, Bernardo não deu chance a ninguém. Venceu no tempo de 58s45 montando Bridgit. Na 5ª posição chegou o medalhista olímpico brasileiro Rodrigo Pessoa, saltando Let's Fly, em 61s87, sem faltas.

Com os motores já bem aquecidos, Bernardo e Bridgit ganharam no sábado, 6/11, o "Mini GP" armado pelo suiço Rolf Leudi sem cometer nenhum erro, na extraordinária marca de 35s91. "Adoraria ter muitos cavalos como Bridgit nas cocheiras. Ela é jovem mas muito séria e consegue fazer bem qualquer tipo de percurso. Não a levei para o Mundial pois, contando com o de hoje, saltou apenas cinco GPs."

No domingo, 7/11, Bernardo Alves fechou com chave de ouro sua participação no evento. Venceu a segunda prova a 1,40m, em duas fases, com Kingly du Reverdy, batendo outros 44 cavaleiros. Sem faltas no tempo de 30s07, o brasileiro foi seguido de perto por duas amazonas: a finlandesa Nina Fagerstrom e Mouse ficaram em 2º com 30s25 e Penelope Leprevost da França fez 3º em 30s83, com Belle Dame D.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Rodrigo Lima vence o Ranking da SHB




Depois de ter conquistado o Cariocão nas categorias sênior top e especial no último final de semana, o cavaleiro Rodrigo Lima voltou a brilhar.

No dorso de VDL Valdez Assolute RG ele foi o mais rápido na prova com obstáculos a 1,40m, com o tempo de 35s74, sem faltas, conquistando o título da quinta etapa e sagrando-se o grande campeão do Ranking Guaraná Antártica Sociedade Hípica Brasileira 2010, que foi disputado na sede do clube, na Lagoa. A segunda colocação na prova ficou para Loisse Garcia e Prosper Spiritus e o terceiro posto para Luiz Felipe de Azevedo e seu Vigaro Z.

"Gostaria primeiramente de agradecer a diretoria da Hípica que conseguiu organizar este Ranking com patrocínio da AMBEV. Foi a primeira vez, desde de 1979 que monto aqui, que se conseguiu fazer um ranking com uma premiação tão alta e com pistas de tão alto nível. A diretoria toda está de parabéns. Gostaria de agradecer aos proprietários dos meu cavalo, que com uma montaria assim tudo fica mais fácil", elogiou Rodrigo, que já conquistara o título nas edições de 2000 a 2004.

Os 21 conjuntos que entraram na pista Roberto Marinho tinham 76 segundos de tempo concedido para saltar os 11 obstáculos do percurso idealizado por Carlos Vinicius da Mota. Devido ao alto grau de dificuldade do traçado, apenas três deles não cometeram penalidades e se classificaram ao desempate. Foram eles: Rodrigo Ullman Lima, Luiz Felipe de Azevedo e Loisse Garcia. Vale destacar que os conjuntos de Shanna Garcia e Fabio Leivas não fizeram faltas, mas foram penalizados pelo excesso de tempo.

No segundo percurso, desta vez com tempo concedido de 47 segundos, os conjuntos precisavam saltar cinco obstáculos no menor tempo possível. Luiz Felipe de Azevedo apresentou forfait e a briga pelo troféu de 2010 ficou apenas entre Rodrigo Lima e Loisse Garcia. O cavaleiro foi o primeiro a entrar na pista e fez uma excelente apresentação. A amazona venezuelana veio em seguida, cometeu duas faltas e desistiu de seu percurso.

"A prova foi muito bem armada pelo nosso armador, o Carlos Vinicius da Motta, que vem surpreendendo com inovações técnicas. Foi mais difícil que o Carioca, embora tenha sido com obstáculos mais baixos. A pista Roberto Marinho é menor e por isso trás mais dificuldades aos conjuntos. Foi uma prova disputada com todos os cavaleiros de ponta, mas dei sorte com este meu cavalo, que é espetacular, e deu pra salvar o Natal", brincou o campeão.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lucas Costa é o campeão do GP Sítio Chuin




Foi realizada em Barra do Jacuípe, Bahia, a V Copa JL Sítio Chuin Medieval. A competição distribuiu R$200 mil em prêmios e teve a participação de 127 conjuntos de todo o país. O mineiro Lucas Costa venceu o Grande Prêmio e tornou-se bicampeão da Copa. Entre as baianas destaque para Renata Lima, campeã de 1.10m e Lívia Neves campeã da prova de 1.30m.

Estiveram presentes nomes de destaque no hipismo nacional como César Almeida, José Roberto Reynoso Fernandes, Bartolomeu Bueno de Miranda Neto, Rodrigo Sarmento, Pedro Paulo Lacerda, Flavio Grilo, Luiz Felipe Pimenta Alves e José Cabral.

A Hípica foi transformada em um castelo medieval e a pista de prova numa arena. Todo o Sítio Chuin foi decorado com imagens do período medieval, obstáculos com brasões antigos, muros dos castelos, peças de xadrez gigantes, além de armas antigas como catapulta, ariete e arco e flecha.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cesar Almeida é o campeão no 1°Grand National




O cenário esteve impecável. Fechando o 1º Concurso de Saltos Nacional Grand National 5*, o Grand Prix, reuniu as maiores feras do hipismo brasileiro na ensolarada tarde de domingo, 7/11, no Helvetia Riding Center, em Indaiatuba (SP). Cesar Almeida apresentando Misteur Império Egípcio sagrou-se campeão do GP único evento nacional 5* e o primeiro organizado pelo Clube dos Cavaleiros.

Com muita categoria, em uma sequência de saltos espetaculares, Cesinha com Misteur Império Egípcio, sem faltas em 61s7, sagrou-se campeão do GP. "Vencer nosso primeiro GP em tão pouco tempo é uma alegria enorme", garantiu Cesinha que já pensa no ano que vem. "Sem dúvida, disputar as seletivas do Pan 2010 é um dos grandes objetivos", comentou o campeão, integrante da equipe do ouro no Pan Rio 2007.







Louro e Singular Pia Lena JMen comemoraram o vice-campeonato. "Essa foi a nossa primeira disputa a 1.55 metro. Para mim foi como se tivéssemos vencido. No começo do ano eu perdi meus principais cavalos e tenho certeza que, muito em breve, a Singular Pia Lena JMen terá tudo para brigar pelas primeiras posições no circuito nacional", declarou Louro, também medalhista pan-americano na modalidade Concurso Completo, agora definitivamente adepto do Salto. "Vou correr por fora, mas quero lutar por uma vaga no Pan 2011."

Já a 3ª colocação coube ao jovem talento paulista Renato Santaella Ribeiro com Grand Sapore Scorpion Malta Cleyton que registrou apenas um derrube na primeira volta, em 80s74, e zerou a segunda. O 4º posto foi para Pedro com JRC Emington, sem faltas na primeira volta em 84s70 e um derrube na segunda.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Brasil é 1° no Campeonato Equestre Latino Americano



Como parte das comemorações do 200 anos do Exército do Chile, Santiago sediou o Campeonato Equestre Latino-Americano Militar, de 21 a 24/10, na Escola Militar General Bernardo O'Higgins.

A equipe verde amarela foi o grande destaque, vencendo a competição e obtendo um importante resultado em sua trajetória rumo ao Campeonato Mundial Militar que acontecerá em 2011, na Escola de Equitação do Exército no Rio de Janeiro. A Escola de Equitação já sediou o Pan Rio 2007 e, em 2016, sediará também a parte hípica da primeira Olimpíada no continente Sul Americano.



O time de ouro do Brasil no reconhecimento de pista: Cel Paulo Franco, chefe de equipes, ao lado do time brasileiro Major Barros Ramos, Major Ruy Couto e Tenente Rodrigo Barros
Mais um grande momento do Brasil foi a conquista da medalha de ouro individual pelo Tenente Rodrigo Barros montando Maravilla, animal que lhe foi designado por sorteio e cedido pela Comissão Organizadora.

Com a participação de 9 países da América Latina - Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai - a Copa das Nações foi disputada em 2 percursos idênticos, a 1,20m de altura. O time nacional ficou com o ouro ao somar 20 pontos perdidos contra os 28 da Argentina, medalha de prata e os 32 pontos do Uruguai, medalha de bronze.



A equipe dourada do Brasil, liderada pelo Coronel Paulo Franco, foi formada pelo Major Ruy Couto e Lago Rinihue, Major Barroso Ramos montando Limari e o Tenente Rodrigo Barros com Maravilla. O Tenente conseguiu tirar o melhor de sua montaria e, ao final de cinco percursos, conquistou o ouro inidividual com apenas 4 pontos perdidos e o melhor tempo no segundo percurso do último dia. Em segundo ficou o cavaleiro da Colômbia também com 4 pontos perdidos e o terceiro foi o cavaleiro chileno com 8pp.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Rogério Clementino é campeão Nacional de Adestramento







Em mais um importante evento da temporada hípica 2010, a Sociedade Hípica Paulista (SP) recebeu entre, 22 e 24/10, o Campeonato Brasileiro de Adestramento nas categorias Amador, Junior, Jovem Cavaleiro e Senior concomitantemente com um Nacional de Adestramento.

Na categoria Senior a disputa do título brasileiro também foi de grande importância visando a preparação para os Jogos Pan-americanos 2011 em Guadalajara. Sagrou-se vencedor Rogério Clementino montando Sargento do Top - em mais um importante título para o medalhista pan-americano sul-matogrossense representante da Coudelaria Ilha Verde (SP).

O vice-campeonato foi para Rodolpho Riskalla em sua estréia com Nilo VO, também da Coudelaria Ilha Verde, de propriedade Victor Oliva.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Rodrigo Pessoa é o campeão do GP Penn National



No sábado, 23/10, o cavaleiro top brasileiro Rodrigo Pessoa confirmou o favoritismo e o bi consecutivo GP Penn National, válido como seletiva para a Copa do Mundo 2010 e dotado em U$ 75 mil, no 65º Horse Show na Pensilvânia nos EUA. Rodrigo garantiu a vitória montando HH Ashley, sem faltas no desempate, em 50s37, computando 1 ponto perdido por excesso de tempo.

Foram 25 os participantes de seis países que saltaram o percurso com armação de Steve Stephens. Rodrigo garantiu a vitória montando HH Ashley, sem faltas no desempate, em 50s37, computando 1 ponto perdido por excesso de tempo.

Com sete cavalos no desempate, Rodrigo Pessoa estava perfeitamente posicionado como último a entrar uma vez que ninguém antes dele garantiu pista limpa. "Não consegui ver o desempate, mas eu estava ouvindo os resultados: 20, 12, 8, 4, o que foi atípico," comentou o campeão olímpico de 2004, mundial 1998 e tricampeão da Copa do Mundo 1998, 1999, 2000.

"Foi ótimo entrar por último e não precisar correr muito com a minha égua que ainda é um pouco crua", declarou Rodrigo, referindo-se a hannoveran HH Ashley, de 10 anos. "O concurso aqui na Pensilvania está ficando melhor a cada ano e estarei de volta no ano que vem", acrescentou o cavaleiro.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Argentina apresenta 1º cavalo clonado da América Latina





O laboratório argentino Bio Suds anuncia ter obtido a primeira clonagem de um cavalo, a partir de células da pele do doador. O objeto é reproduzir animais usados em provas esportivas, como o pólo e o hipismo.

O clone, chamado BS Ñandubay Bicentenario, nasceu em agosto, depois de mais de um ano de estudos. De acordo com seus criadores, o animal está em perfeitas condições de saúde.

“A clonagem permite que animais castrados na juventude, para ter maior rendimento esportivo, possuam ser reproduzido”.disse Daniel Salamone, pesquisador da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires.
Criadores argentinos vinham recorrendo a empresas internacionais para obter clones de seus animais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dobradinha paulista no Indoor de Curitiba





O Concurso Nacional de Saltos – XII Indoor de Hipismo Cidade de Curitiba, realizado na Sociedade Hípica Paranaense, foi encerrado com grande festa e comemoração dos competidores. O campeonato teve início na sexta-feira, 22, e acabou neste domingo, 24/10.

O evento contou com mais de 400 conjuntos inscritos. Com mais de 70 mil reais em prêmios, o evento teve a participação de diversos atletas de ponta como, Cesar Almeida, Fernando José de Assis da Costa, Vítor Alves Teixeira entre outros.

O Campeão da prova principal foi César Almeida, conhecido como Cesinha. O paulista cerou o percurso nas duas voltas do Grande Prêmio Omar Camargo, série 1,30 metros, com o melhor tempo de 49s86.

“É muito importante para o currículo de qualquer cavaleiro ganhar uma prova como esta com alto nível técnico e bons concorrentes. Minha égua, a Kauana Laskara de Joter, é nova e está progredindo a cada concurso. Na semana passada ganhei um carro com ela e foi uma boa surpresa vencer novamente”, conta o cavaleiro.

O segundo lugar ficou com o também paulista Fernando José Assis Costa, o Bigorna. O cavaleiro perdeu um ponto na primeira volta por exceder o tempo e zerou a segunda, fechando o percurso com 49s21 segundos.

“O concurso foi ótimo, muito bem organizado e todos nós, fomos muito bem recebidos. Com certeza pretendo voltar no ano que vem.” Afirma Fernando.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rodrigo Lima é o novo campeão carioca de saltos





Rodrigo foi o mais eficiente nos três dias do Cariocão de Saltos, disputado na Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa. No dorso de VDL Valdez Abasolute RG, o cavaleiro garantiu o troféu de campeão com apenas 9,895 pontos perdidos. Paulo Stewart ficou com a medalha de prata, com 10,915 pontos perdidos. Vale destacar que Rodrigo Lima também é o novo campeão carioca na categoria Sênior Especial, com obstáculos a 1,35m.

"Estou muito contente por este título. Só tenho a agradecer a toda minha equipe e aos proprietários dos excelentes cavalos que estou montando. Assim fica tudo mais fácil. Só tenho que ir lá e fazer o meu trabalho bem feito. Estou cansado, mas com a sensação de dever cumprido", disse Rodrigo, que já havia levantado o troféu nas edições de 2001 e 2002.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cariocão: João Eduardo é o vencedor do primeiro dia.




Começou ontem (21) a 3ª edição do cariocão de Saltos que acontece até domingo (24) na Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa. O grande vencedor do primeiro dias de provas foi o cavaleiro João Eduardo Ferreira de Carvalho.

Montando Tiara/ML ele foi o mais rápido na prova de velocidade da categoria Sênior Top com o tempo de 78s79. O experiente Rodrigo Lima chegou logo atrás com 80s58.
Ao todo 15 conjuntos entraram na pista José Verda para saltar os 13 obstáculos a 1,45m do percurso idealizado pelo course designer Hélio Pessoa. João Eduardo foi o 11°, bateu o tempo de Rodrigo Lima e não foi mais alcançado por nenhum dos outros quatro competidores que vieram a seguir.

“Foi uma prova bastante competitiva, mas queria largar bem, com zero pontos.Arrisquei e égua correspondeu, ela foi forte nas curvas e bem rápida”, contou João Eduardo, que foi campeão estadual nas categorias mirim e mini-mirim, mas agora está em busca do troféu na sênior.

O Cariocão é uma competição, organizada pela FEERJ – Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro, que definirá em apenas um evento todos campeões estaduais de 19 categorias – quatro amazonas, três masters, dois sêniors, quatro amadores, quatro jovens cavaleiros, um pré-mirim e um mini-mirim. Serão distribuídos nos quatro dias de provas mais de 30 mil reais em premiação. O ponto alto do evento, acontece no domingo, quando será disputado o Grande Prêmio Audifax de Azevedo, com obstáculos a 1,45m.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Brasil alcançou o 13° lugar no Para-Adestramento nos EUA.




Nos Jogos Equestres Mundiais 2010 que chegaram a sua 6ª edição em Kentucky (EUA), o Adestramento Paraequestre, pela primeira vez, aconteceu concomitantemente com as demais sete modalidades chanceladas pela Federação Equestre Internacional.

Para o Brasil, o resultado foi muito satisfatório. Após a inédita participação de uma equipe nas Olimpíadas 2008, onde Marcos Fernandes Alves, o Joca, e seu Lutheney de Vernay conquistaram duas medalhas de bronze individuais, o Brasil mais uma vez contou com a participação de um time completo.

Representaram o país, Sergio Froes Ribeiro de Oliva com Reliquia (grau 1a), Marcos
Fernandes Alves com Lutheney de Vernay (grau 1b), Vera Lucia Martins Mazzilli montando Rossini (grau 1a) e Davi Salazar Pessoa Mesquita montando Lester (grau 1 b) conquistando um honroso 13º lugar entre um total de 16 equipes. Todos de Brasília, famoso por ser um centro de excelência em treinamento de cavaleiros voltados ao Para Adestramento.

A medalha de ouro por equipes coube à Grã-Bretanha com Sophie Cristiansen com Rivaldo of Berkeley, Anne Dunham com Teddy, Lee Pearson com Gentleman, Jo Pitt com Estralita. Enquanto a prata e o bronze foram, respectivamente, para Alemanha e Dinamarca.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Começa amanhã o XII Indoor de Hipismo em Curitiba





Em outubro a Sociedade Hípica Paranaense receberá os cavaleiro e amazonas mais importantes do Brasil, que virão competir no Concurso Nacional de Saltos (CSN) – XII Indoor de Hipismo Cidade de Curitiba. A competição começa nesta quinta feira (21) e termina na segunda feira (24). As premiações somam mais de 40 mil reais e os atletas concorrem a prêmios em dinheiro, além de materiais de hipismo e televisão de plasma.

A prova Indoor é diferente das outras competições, pois acontece em pista fechada, aumentando a dificuldade do percurso que tem apenas um terço do tamanho tradicional. O maior desafio para os cavaleiros e amazonas é manter o domínio sobre o cavalo que tem espaço reduzido e mais proximidade com o público. Curitiba é um importante pólo do concurso em pista fechada, já que apenas mais duas cidades brasileiras – São Paulo e Porto Alegre – têm estrutura para receber o concurso.

Na Europa o Indoor é bem disseminado devido ao rigoroso inverno que dura cinco meses e impede que as competições sejam feitas ao ar livre.
Entre os atletas que estarão presentes estão Vítor Alves Teixeira – que já conquistou três medalhas de ouro por equipe e dois bronzes individuais em Pan Americanos além de vários títulos nacionais e sul-americanos – e Cesar Almeida.

O CSN – XII Indoor de Hipismo Cidade de Curitiba, terá supervisão técnicas da Confederação Brasileira de Hipismo e da Federação Paranaense de Hipismo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Joana Valente vence o GP do CSN Agromen




A amazona carioca Joana Valente conquistou no fim de semana mais um GP na sua carreira. Montando Abygail JMen, única mulher a participar da prova foi a mais rápida no desempate que contou 9 conjuntos.

Os cavaleiros Fábio Leivas , César Almeida Fernando, Felipe Juarez de Lima completaram o pódio.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Amazona comemora resultado com égua de criação brasileira.

Loisse Garcia e a égua Brasileira de Hipismo, AD Simone



Saltar entre os melhores do mundo, é sem dúvida, um grande feito. Louise Garcia Padron, premiada amazona venezuelana radicada no Rio de Janeiro, soube de sua convocação para os Jogos Esquestres Mundiais somente um mês antes da competição em Kentucky.

Para Loisse, representante da Venezuela no Pan RIO 2007, competir nessa 6ª edição dos Jogos e primeira nas Américas, também teve um sabor ainda mais especial devido a sua montaria:a égua da raça Brasileira de Hipismo, AD Simone Método Marcolab.

A parceria com AD Simone, começou um pouco tardia, mas vem de longe. “Ela foi escolhida e domada por mim aos 5 anos e meio. Devido à sua excelente filiação, ela estava reservada para a cria no Haras Método. Foi muito difícil convencer o Victor Foroni a vendê-la, pois ele sempre acreditou no animal”, lembra Loisse.

A confirmação da participação nos Jogos Equestres Mundiais veio de última hora. “Minha ida foi muito difícil já que fui convocada somente um mês antes. Assim não tive nenhum tipo de preparação. A égua chegou 12 dias antes do campeonato dos quais ficou 7 dias presa na quarentena. Além disso ela foi sem o tratador dela, porque não houve tempo de tirar o visto.” Conta Loisse.

Fato é que AD Simone foi o único animal da criação brasileira em pista no Mundial de Kentucky. E o resultado acabou sendo muito satisfatório. Após três faltas na primeira prova r também na 1ª passagem da Copa das Nações, a 1.60 metros, Loisse e AD Simone mostraram muita categoria com um único derrube na 2ª passagem da Copa das Nações.

Agora o próximo grande desafio da amazona são os jogos Pan-americanos de 2011 em Guadalajara no México. E, desta feita, para uma preparação ideal, Loisse e os proprietários de AD Simone decidiram deixá-la na Flórida dos EUA.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Escala de Treinamento




A Escala de Treinamento é a sublimação de todas as habilidades que o cavalo deve desenvolver durante seu processo de treinamento e adestramento. Sua progressão ajuda o cavaleiro a regular o trabalho de seu cavalo, construindo uma base sólida, tanto no aprimoramento muscular e físico geral, quanto no âmbito psicológico.

Cada degrau da Escala pressupõe a aperfeiçoamento do passo anterior, num trabalho dinâmico, que pode ser adaptado, de acordo com as necessidades de cada cavalo.

Criada na Alemanha, a Escala de Treinamento segue uma lógica simples, que tem sido posta em prática por cavaleiros e treinadores de todo o mundo, com excelentes resultados. Serve tanto como guia para o desenvolvimento de cavalos nos mais altos níveis de competição.

A regra mais importante para a utilização da Escala é: só passe para o nível seguinte quando tiver dominado bem o anterior. E naturalmente, regrida ao nível anterior se tiver problemas com o cavalo. O passo a passo é de extrema importância, e os níveis estão interconectados. Por exemplo, um cavalo que não tem retidão não conseguirá desenvolver boa impulsão, ou é improvável que um cavalo tenso tenha ritmo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Equipe brasileira de volteio conquista colocação inédita.

A equipe brasileira saftisfeita com a inédita 6ª colocação no Mundial de Kentucky


Após cinco dias seguidos de competição, foram definidas as melhores 12 equipes de volteio que disputaram os Jogos Equestres Mundiais em Kentucky, nos Estados Unidos.

A equipe verde amarela conseguiu um feito histórico, a melhor colocação de uma equipe nacional em todos os Mundiais. Com um sólido desempenho e carisma, o time do Brasil conquistou a 6ª colocação entre os 12 países competidores.

O ouro ficou com os donos da casa, a equipe americana se recuperou no final com uma performance brilhante. A coreografia de fresstyle foi baseada em Romeu e Julieta de Shakespeare.

A medalha de prata ficou com o experiente time da Alemanha, que levou o ouro em 2006
no Mundial de Aachen.

Já os austríacos, campeões europeus em 2009, receberam o bronze. Sua coreografia baseada no famoso Cirque Du Soleil cumpriu a missão de conquistar um lugar no pódio.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Phillipe le Jeune é o campeão mundial de salto




O belga Philippe Le Jeune foi o vencedor do Campeonato Mundial de Saltos de Obstáculos.

O cavaleiro foi o melhor entre os três que disputaram a final a quatro, tendo conquistado o ouro sem qualquer penalização. Seguiu-se a supresa deste mundial, o saudita Abdullah Al Sharbatly (KSA) que com 8 pontos garantiu a medalha de prata deixando o bronze para o canadiano Eric Lamaze com 9; o brasileiro Rodrigo Pessoa somou 12 e ficou-se pela quarta posição.




Ver vídeo do percurso final de Le Jeune com Hickstead, montada de Eric Lamaze:
http://www.youtube.com/watch?v=5s4m1ZSNN00

Mundial: 4°lugar dá ao Brasil vaga na Olímpiada de Londres



Competindo no Mundial de Hipismo, em Kentucky, nos EUA, a delegação brasileira conquistou o quarto lugar de equipes, assegurando uma vaga para a Olimpíada de Londres, em 2012, em sua melhor apresentação em um torneio desse tipo.

O grupo brasileiro na competição teve 26,49 pontos perdidos, contra 17,80 da campeã, a Alemanha. A França ficou com a prata e o bronze foi para a Bélgica.
O cavaleiro Bernardo Alves comentou, "Ficamos perto de uma medalha, o que seria inédito. Estamos classificados antecipadamente para a Olimpíada o que para gente serve como uma vitória", comentou o cavaleiro, que competiu com a montaria Vancouver D'Auvray.

Com esse resultado o Brasil disputa o Pan-Americano sem a pressão de garantir uma vaga aos Jogos Olímpicos. "Agora temos dois anos e vamos pensar no Pan-Americano. Londres ainda está muito longe, poderemos nos focar no Pan", afirmou o cavaleiro.

O Brasil contou com quatro conjuntos na disputa por equipes: Bernardo/ Vancouver D'Auvray, Doda Miranda/Ashleig Drossel Dan, Rodrigo Pessoa/Rebozo e Pedro Veniss/Amaryllis.

Luiz Roberto Giugni o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), felicitou a delegação, "Sempre lutamos por essa vaga na bacia das almas e dessa vez a conseguimos de forma antecipada. Viemos brigar por uma quinta vaga e fomos ainda melhor", ressaltou.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Brasil disputa pódio no Mundial de Hipismo



Os cavaleiros Doda Miranda e Rodrigo Pessoa tiveram ótimas apresentações no primeiro dia da disputa por equipes do Mundial de Hipismo, na modalidade Salto. Os medalhistas olímpicos colocaram o Brasil na briga por medalhas, na final de hoje (6/10) da Copa das Nações, a partir das 19h (horário local e 20h- horário de Brasília). O Brasil ocupa a segunda posição, com 18.49 pontos perdidos. A liderança está com a Alemanha com 17.80, os Estados Unidos aparecem em terceiro com 18.69 pontos perdidos. Caso o país suba no pódio nesta quarta-feira será um feito inédito. A única medalha verde e amarela em Mundiais é do cavaleiro Rodrigo Pessoa, feito conquistado em Roma 98 com a montaria Lianos (ouro individual).

Rodrigo Pessoa, com Rebozo, foi o primeiro conjunto brasileiro a entrar na pista Kentucky Horse Park e fez bonito, garantindo um percurso sem penalidades no tempo de 81seg95. O cavaleiro Pedro Veniss montando Amaryllis foi o segundo, entretanto cometeu uma falta e um ponto por exceder o tempo concedido de 84seg, finalizando a passagem na marca de 86seg96. Quem também fez uma pista impecável foi o conjunto Doda Miranda/Ashleig Drossel Dan, marcando 81seg65, sem faltas. Bernardo Alves/ Vancouver DAuvray não teve a mesma sorte e concluiu a sua passagem em 79seg78 e 12 pontos, sendo o descarte do Brasil . O mais rápido desta terça-feira foi o argentino José Laroca no dorso de Con Air, 79seg60, sem faltas.

Realizado a cada quatro anos, o Mundial vale vagas para a disputa por equipe nas Olimpíadas de Londres 2012. A edição 2010 é a sexta do Mundial e a primeira fora do continente europeu.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Para-adestramento:Modalidade estreia hoje no Mundial


Pela primeira vez se apresentando nos Jogos Equestres Mundiais, esta modalidade foi reconhecida pela FEI em 2006 e proporciona às pessoas com deficiências físicas a oportunidade de competir em um esporte equestre de alto rendimento, ao lado de cavaleiros de todo o mundo.

A grande novidade será se outro país conseguir bater a Inglaterra, medalha de ouro por equipes em todas as disputas desde que o esporte começou e que tem o maior medalhista da história da modalidade, Lee Pearson com Anne Dunham, único cavaleiro a competir em todas as Para-olimpíadas.

Equipe brasileira em Kentucky 2010: Marcos Fernandes Alves / Luternay de Vernay, Vera Lucia Martins Massili / Rossini 130, Elista Meralanci / Redingen, David Salazr Pessoa Mesquita / Lester e Sergio Froes Ribeiro de Oliva / Reliquia

Rodrigo Pessoa é 11º na estreia do Mundial de Hipismo





O Mundial de Hipismo começou nesta segunda-feira (04) em Kentucky, nos Estados Unidos, na modalidade Saltos. Quatro brasileiros ingressaram na prova de abertura, denominada caça. O desafio foi disputado por 121 conjuntos e o campeão olímpico Rodrigo Pessoa obteve o melhor resultado entre os brasileiros, com o tempo de 76s85, no dorso de Rebozo, assegurando a 11ª posição.

O segundo cavaleiro nacional mais bem colocado foi Doda Miranda, com Ashleig Drossel Dan, conquistando a marca de 80s96, ficando em 30º. Bernardo Alves e Vancouver D'Auvray fizeram 82s94, e terminaram em 47º, e o conjunto Pedro Veniss/Amaryllis completou em 86s26, no 66º lugar.

Os conjuntos norte-americanos Mario Deslauries/Urico e Mclain Ward/Sapphire conquistaram a primeira e segunda posições com 71s25 e 71s79, respectivamente. Vale ressaltar que neste tipo de prova, as faltas cometidas são convertidas em segundos no tempo final de cada competidor.

O medalhista olímpico Doda Miranda vinha fazendo um ótimo percurso, com tempo super rápido, entretanto cometeu duas penalidades no último obstáculo, na entrada e na saída do duplo. "Foram duas faltas bobas, foi uma pena porque fazíamos uma prova muito rápida", explicou.

Amanhã os brasileiros retornam à pista principal do Kentucky Horse Park para a primeira disputa por equipes, às 10 horas (horário local, e 11 horas no horário de Brasília). Realizado a cada quatro anos, o Mundial vale vagas para a disputa por equipe nas Olimpíadas de Londres 2012.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mundial de Hipismo: Começam hoje as provas de salto





Atuais campeões: Holanda (equipes) e Jos Lansink / Cumano - Bélgica (individual)

O atual time campeão da Holanda já não tem mais a mesma força de quatro anos atrás. Alemanha e França já ganharam o Mundial duas vezes cada, entretanto os EUA são os atuais campeões olímpicos e estão jogando em casa. E não se pode subestimar a Irlanda, que surpreendeu ao vencer em Aachen em julho deste ano.

Os EUA também vão brigar pelo título individua, com McLain Ward e Sapphire em brilhante forma nos últimos meses. O francês Kevin Staut é atualmente líder do Ranking Rolex e a lista de concorrentes inclui o campeão da Copa do Mundo 2010 Marcus Ehning da Alemanha e o campeão olímpico Eric Lamaze do Canadá.

Mas prever o ganhador medalha individual é impossível. Os cavaleiros precisam de um cavalo extremamente talentoso para chegar à final. Aí tudo depende de experiência e habilidade de adaptação a um cavalo que nunca montaram, pois os quatro finalistas trocam suas montarias no último dia. Aquele que fizer menos faltas com seu cavalo e as montarias dos outros três concorrentes, leva o ouro.

Equipe brasileira em Kentucky 2010: Álvaro Affonso de Miranda Neto / Ashleig Drossel Dan, Rodrigo Pessoa / H H Rebozo, Bernardo Rezende Alves / Vancouver D'Auvray, Pedro Guimarães Veniss / Amaryllis e Luis Felipe de Azevedo Filho / Special - conjunto reserva

Holandesses confirmam 3º ouro no Mundial 2010



O holandês Edward Gal e seu Moorsland Totilas arremataram o terceiro ouro na modalidade Adestramento nos Jogos Equestres Mundiais em Kentucky (EUA), na última sexta-feira, 1/10.

Desde o Mundial 2006 são três as medalhas em jogo no Adestramento: disputa por Equipes, Grand Prix Special e Grand Prix Freestyle - reprise musicada com livre coreografia de movimentos obrigatórios. Os seus três títulos mundiais de Moorsland Totilas, um sela holandês filho de Gribaldi de 15 anos, e seu cavaleiro Gal - que vem quebrando todos recordes em curto espaço de tempo - não foram surpresa.




Mas o brilho não foi somente da dupla holandesa. Medalha de prata por equipes e no Grand Prix Special, Laura Bechtolsheimer, de apenas 25 anos, e seu Mistral produziram o recorde pessoal de 85,35% aproveitamento no Grand Prix Freestyle tornando-se a primeira britânica a conquistar três medalhas nos Jogos Equestres Mundiais de Adestramento.

Em mais um feito histórico, Steffen Peters montando Ravel, 3º no GP Special e GP Freestyle, foi o primeiro norte-americano a conquistar uma medalha no adestramento em 78 anos desde que Coronel Hiram Tottle e seu Olympic arremataram bronze nas Olimpíadas de Los Angeles em 1932.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Renata Barra Gazzola é vice- campeã em Campinas



A Amazona Renata Barra Gazzola, alcançou a segunda colocação na categoria Amador Top – 1,35m no torneio de comemoração ao 65° aniversário da Sociedade Hípica de Campinas. Em três dias de prova montando o cavalo Zé Furão, Renata foi a segunda melhor entre os participantes. O evento reuniu mais de oitenta competidores na categoria.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Todo cavalo merece cuidados



O cavalo necessita de alguns cuidados mínimos para o seu bem-estar. Um fator a ter em conta é o espaço onde ele possa-se sentir cômodo, para evitar que se ponha nervoso e possa magoar-se a si mesmo.

Uma realidade bem diferente da que convivemos hoje. Recentemente um grupo de jovens ateou fogo a um cavalo, que ficou gravemente machucado. É evidente o descuido em todo o lugar, cavalos abandonados vagam desnorteados em busca de um pasto.

Isso não deveria acontecer ainda mais se tratando de um animal que pode ser usado na reabilitação de pessoas com necessidades especiais. Trabalha e auxilia no bem estar dos praticantes. Um animal que só ajuda não merece nenhum tipo de maus tratos e sim agradecimentos pelo essencial trabalha que desempenha.

Faça isso:
Leve ao veterinário: No caso dos equídeos, recomenda-se uma média de duas vezes por ano.
Cuidado dentário: É de muita importância uma revisão dentária periódica realizada pelo veterinário. Normalmente, em cada seis meses tem que ser feita uma pequena limpeza aos seus dentes.
Vacinação: A vacinação também deve ser feita de forma periódica, segundo as indicações e normas veterinárias que existem. É de maior importância a vacinação nos cavalos que frequentam concursos, feiras ou exibições.
Desparatização: O cavalo pode albergar permanentemente parasitas. No meio ambiente do cavalo (erva, água, prados) existem bastantes parasitas microscópicos. A desparatização periódica permite romper o ciclo e evitar possíveis doenças.
Alimentação: O cavalo necessita duma alimentação adequada e variada tendo em conta a sua idade, raça e actividade. Possíveis problemas derivados de uma má alimentação podem ser a obesidade e a anemia.

Pense bem! Cuide.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Notícia

Cavalo queimado por jovens recebe tratamento especial em batalhão policial do Rio de Janeiro.



Após superar expectativas e sobreviver às queimaduras sofridas por um grupo de jovens em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o animal se recupera. Ele recebe comida reforçada, cuidados de veterinários e foi destaque no desfile da cavalaria da PM, no dia de sete de setembro.

O caso


O animal dormia em um terreno, no bairro Farrula, ao lado da casa do tutor, que é carroceiro, quando três jovens (apenas o menor foi indiciado) por “brincadeira” jogaram dois litros de gasolina sobre o cavalo e atearam fogo.

Para escapar das chamas, o animal se jogou contra a vegetação do terreno, mas ficou muito machucado.

O tutor do animal ficou sem poder trabalhar, no entanto, segundo a Polícia Civil, ele vai ganhar outro cavalo. O adolescente foi encaminhado para o Juizado da Infância e Juventude.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Equitação Científica


Os nômades da Ásia Central, desprovidos de ciência, foram os melhores cavaleiros do mundo. No Ocidente, 3.400 anos depois, Federico Caprilli, foi contemporâneo de Ivan Pavlov, Charles Sherrington e Sigmund Freud que começavam a desvendar o mundo da fisiologia, da bioquímica e da psicologia. Caprilli elevou o cavalo de objeto a indivíduo — o que estava em perfeita sintonia com o avanço da ciência do seu tempo, e também com a equitação dos nômades!

Mas, o que acabou sendo a equitação científica no século 20?

A ciência é um conjunto de conhecimentos obtidos mediante a observação e a experimentação dos fatos. Entretanto os cientistas ocidentais, urbanos e sedentários, sempre tiveram grande dificuldade em entender o conjunto de conhecimentos que os povos ditos 'primitivos' obtêm, não através da das pesquisas, mas simplesmente por eles serem uma 'parte' natural do sistema ecológico. "Como o mundo é governado das cidades, onde os homens se acham desligados de qualquer forma de vida que não a humana, o sentimento de pertencer a um ecossistema não é revivido", escreveu Berthrand de Juvenel.
Outra dificuldade que tem atravancado o pensamento ocidental acerca dos conhecimentos das sociedades primitivas é que, sendo a ciência tratada como uma 'ideologia secular de progresso', aos olhos do homem moderno uma tribo de indígenas, vivendo na Idade Neolítica, simplesmente não poderia saber mais do que um cientista, acerca de qualquer coisa. No Brasil, aprendemos com Darcy Ribeiro que um índio Kaiapó, por exemplo, tem uma sofisticada classificação do seu meio ambiente que lhe permite viver com fartura onde o etnólogo Claude Levi-Strauss, com toda a sua sabedoria científica, morreria de fome. O nômade da Ásia Central e o seu cavalo formavam um sistema fisiológico integrado - sintonizado à perfeição por muitos séculos de aprendizagem bilateral. Um cita montava a cavalo como a Márcia Haydée dança balé ou o Von Karajan rege uma orquestra - com a sabedoria da alma. Os cavaleiros nômades não precisavam de livros para passar os seus conhecimentos eqüestres para as novas gerações - todo membro da sociedade começava a aprender o ofício eqüestre desde quando nascia. Entretanto, nas sociedades urbanas e sedentárias, organizadas em profissões especializadas, é muito diferente. As técnicas eqüestres precisam ser registradas em livro para ser ensinadas para as novas gerações. Aí surgiu o problema da equitação científica no século 19: como conhecer a fisiologia da equitação se nem a ciência e muito menos a sociedade, conheciam a psicologia, a fisiologia, a neurofisiologia e a bioquímica do cavalo e a sua função na equitação? Entretanto, os grandes mestres equitadores do passado sempre procuraram dar uma orientação científica ao seu trabalho. Pluvinel, no século 17, sem entrar em maiores detalhes, deixou claras as vantagens da equitação racional e 'científica' em oposição aos métodos brutais e irracionais.

Durante o século 19, a física e a mecânica avançaram com uma velocidade cada vez maior, e assuntos que eram matérias distintas começaram a convergir, criando novas sínteses e novas descobertas. Mas as palavras de Baucher ecoam nos dias de hoje como uma descrição puramente mecânica - "Cada movimento do cavalo é a conseqüência de uma posição específica que, por sua vez é produzida por uma força 'transmitida' pelo cavaleiro". A imagem que temos do cavalo descrito por Baucher é a de uma máquina, formada por pistões e alavancas, e a força do cavalo é descrita como se emanasse do cavaleiro, todo poderoso. O cavaleiro de Grisone e de Baucher era o centro do mundo eqüestre (assim como, na antigüidade, a Terra era o centro do universo), e nos seus livros o cavalo e a equitação se transformaram numa grande metáfora da ciência mecânica. Já, no século 20, as idéias de Caprilli elevaram o cavalo de objeto mecânico a indivíduo sensível, capaz de fazer julgamentos próprios — um salto monumental sobre o mecanicismo do passado. Caprilli insistia que o cavalo experiente é perfeitamente capaz de julgar a distância, e decidir se deve aumentar ou diminuir os seus galões e regular o momento do salto. "Tudo o que é necessário é o cavaleiro interferir o mínimo possível no equilíbrio natural do cavalo, e se ajustar à maneira do cavalo se movimentar". Com as idéias de Caprilli, de repente, o cavalo e o cavaleiro se tornaram parceiros. Caprilli incorporou o cérebro do cavalo e o seu sofisticado sistema neurofisiológico à sua filosofia de trabalho e se tornou o mais importante cavaleiro da sua geração. Mesmo não conhecendo neurofisiologia, para ele, a fusão dos sentidos e a união dos gestos do conjunto eram fatores importantes na equitação. Nos circuitos de salto, as suas técnicas foram adotadas com grande sucesso e a equitação clássica estava pronta para dar um salto espetacular - da Idade Mecânica para ingressar na Era da Neurociência. Mas, naquele momento, o mundo parou de se preocupar com o cavalo, e todo o esforço científico - as novas e importantes descobertas da neurologia, da psicologia, da química e da informática (matérias que ninguém associou com a equitação) - se voltou para resolver os problemas sociais, políticos e econômicos, que pulularam no atormentado século 20. O cavalo e a equitação tornaram-se obsoletos, como uma pena de ganso depois da pena de metal, da pena de metal depois da caneta-tinteiro, da caneta tinteiro depois da máquina de escrever e da máquina de escrever depois do processador de texto. A banda próspera da humanidade parou de se interessar por cavalos para viver um tórrido romance com o automóvel; um terço da população do globo ardeu com a febre do comunismo, só curada com doses maciças de consumismo. Deus estava morto, Marx estava morto e o Homo-caballus era, aparentemente, mais uma espécie extinta. Com o discreto renascimento eqüestre nos anos 50, os 'entusiastas' do cavalo se voltaram para a Equitação Acadêmica do passado em busca das soluções para o presente, da mesma maneira que a sociedade medieval se voltou para a cultura clássica grega durante a Renascença italiana. As obras clássicas sobre equitação (algumas já discutidas aqui) foram desenterradas, espanadas e postas em prática, com grande reverência e respeito. A Idade Mecânica foi restaurada ao poder do mesmo modo que o universo aristotélico foi restaurado na Renascença - como se a revolução tecnológica do século 20 não estivesse em pleno curso. Infelizmente é preciso dizer que a equitação 'científica' do século 20 foi uma cópia xerox em preto e branco da equitação pouco científica do século 19. Precisamos urgentemente rever as técnicas da equitação clássica à luz das grandes descobertas científicas que estão mudando os paradigmas de todas as áreas do conhecimento humano.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Adestramento



O adestramento ou dressage (que deriva da palavra francesa dressur, que significa "treinar") é uma das três modalidades eqüestres olímpicas, regulada pela Federação Eqüestre Internacional(FEI). O objetivo geral do Adestramento é auxiliar o cavalo a desenvolver, através de diversos exercícios, a capacidade de executar todos os seus movimentos naturais, tornando-o um animal flexível, calmo, atento ao cavaleiro e, portanto, agradável de se montar.

Partindo deste princípio, em tese todo cavalo de sela deveria receber tal treinamento, mesmo em nível básico. Os cavalos destinados à competição necessitam, porém, de treinamento avançado, que é realizado em escalas, do iniciante ao Grand Prix (Grande Prêmio).

Animais que atingem tal nível de treinamento devem dar a impressão de "flutuar" pela pista sem o auxílio do seu cavaleiro, com os movimentos mais complexos realizados sem esforço aparente. Por isso, a modalidade é muitas vezes conhecida como "Ballet Eqüino".

As origens do adestramento se encontram nos escritos de Xenofonte, da Grécia Antiga, que pregava o treinamento dos cavalos sem violência e seguindo sua movimentação natural. Não se sabe se os célebres cavaleiros da Idade Média seguiam seus métodos, embora isso seja pouco provável - aparentemente, o controle dos animais era feito através de embocaduras extremamente severas, esporas violentas e exaustão física.

Durante o Renascimento europeu, os princípios gregos de Xenofonte foram revividos e a Equitação Clássica se tornou um dos principais passatempos dos reis e nobres. Estes passaram, então, a criar cavalos que possuíssem maior facilidade de executar os movimentos deles exigidos e desenvolver embocaduras e selas mais adequadas à modalidade. Até hoje, os cavalos da Alta Escola de Equitação de Viena e de Saumur, na França, são treinados de acordo com tais ensinamentos e apresentados com equipamentos idênticos aos da época.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O corpo humano na Equitação


A equitação é uma atividade esportiva que exige uma significativa variação do trabalho muscular do cavaleiro, pois em cada modalidade, tipo de prova e a cada instante da ação, no ato de montar, ocorre determinada solicitação motora. Quando praticamos a arte eqüestre, comprovamos que uma boa posição do cavaleiro é muito importante no desempenho do conjunto, uma vez que a posição precede a ação. Um cavaleiro que não possui um bom condicionamento físico certamente não vai conseguir manter uma boa posição à cavalo, isso porque ele terá um desgaste prematuro. Assim, a fim de abranger de forma mais completa o assunto, e na intenção de compreender como ocorrem as diversas formas de expressão motora da anatomia humana, analisaremos os esforços realizados pelo corpo do cavaleiro, considerando os seguintes segmentos corporais:

  1. Cabeça e Pescoço
  2. Tronco
  3. Membros superiores
  4. Punhos e Mãos
  5. Quadril
  6. Coxas
  7. Pernas
  8. Joelhos
  9. Tornozelos e Pés

Cabeça e pescoço

A cabeça deve-se manter sempre aprumada executando, ocasionalmente, leves rotações. A posição correta, altiva e voltada para frente, resulta da contração isométrica da musculatura local, isto é, contração muscular sem movimentação de segmento. É importante ressaltar que é neste segmento que se situa a região cervical da coluna vertebral, que, além de possuir grande mobilidade, contribui para a orientação espacial. Entre os músculos que atuam no local, os principais são o trapézio e o esternocleidomastóideo.

Tronco

O tronco tem duas funções essenciais: envolve e protege os órgãos internos e atua como base para o movimento dos membros e postura da cabeça. A posição ereta é assegurada pela armação dinâmica da coluna, representada pelos músculos abdominais e dorsais. Como é sabido, a configuração da coluna vertebral não é retilínea, apresentando como curvaturas características a lordose cervical, de convexidade dirigida para trás; a cifose dorsal, de convexidade voltada para diante; a lordose lombar e a cifose sacra.

A lordose serve para amortecer os movimentos, a cervical, os da cabeça, enquanto a lombar, os do tronco; a cifose funciona de forma compensatória para esse amortecimento.

Dependendo da modalidade eqüestre, o tronco assume diversas posições, todavia duas são básicas: postura ereta ou em flexão e extensão. Na primeira (postura ereta), que predomina no adestramento, há uma contração estática de seus grupos musculares, ocorrendo um trabalho isométrico (contração muscular sem movimentação de segmento) que abrange também a musculatura do pescoço. A segunda posição, em flexão e extensão – assumida exemplarmente por ocasião de um salto ou de uma partida de pólo (onde ocorre ainda a rotação lateral do tronco) – é mais fatigante, embora perdure por frações de segundos. Além disso, há um trabalho de alongamento e encurtamento da musculatura posterior, anterior e lateral do tronco, numa região onde está inserida grande parte da coluna vertebral.

Membros superiores

Na equitação acadêmica, estes segmentos assumem uma posição flexionada, em torno de 90°, na articulação do cotovelo (trabalho muscular estático). Enquanto no salto (transposição de obstáculos) e em outras modalidades, os membros superiores executam também a extensão (trabalho muscular dinâmico). Estão incluídas nesta região a cintura escapular, a articulação do ombro, bem como a do cotovelo. A cintura escapular fixa a articulação do ombro ao tronco, promovendo a ligação entre este e o braço.

A articulação do ombro é a articulação de maior mobilidade do corpo humano. A articulação do cotovelo estabelece a ligação móvel entre o braço e o antebraço. Os principais músculos flexores desta região são o bíceps braquial e o braquial. O principal músculo extensor é o tríceps braquial.

Punhos e mãos

Situada na extremidade do membro superior, a mão é uma “ferramenta” muito aperfeiçoada, tendo como característica principal a função de apreensão, pela ação de colaboração entre o polegar e os demais dedos, formando uma espécie de pinça.

Na prática eqüestre, há um trabalho muscular específico tanto para a fixação do punho, como para apreensão das rédeas (trabalho isométrico). Os músculos flexores e extensores do carpo são os principais grupos musculares localizados este segmento.

Quadril

O quadril é de vital importância, em todas as modalidades eqüestres, uma vez que é nessa região lombar da coluna vertebral além do músculo iliopsoas, um dos mais importantes dessa região. Além disso, é onde deve ser absorvido todo e qualquer movimento desnecessário, bem como os impactos originados pelo contato entre o cavalo e o cavaleiro. A solicitação motora, principalmente com relação à flexibilidade e ao equilíbrio, é muito grande, já que, ao estar posicionado sempre em flexão, confere maior estabilidade à posição clássica do cavaleiro.

Coxas

As coxas permanecem estáticas, tendo sua parte medial (interna) pousada sobre a sela. Há um trabalho proeminentemente isométrico dos músculos adutores (daí advém a forma arqueada dos membros inferiores do cavaleiro, comumente chamado de “pernas de cowboy”). A função estática desse grupo muscular consiste em equilibrar o peso do tronco com relação à inclinação da bacia. Os principais músculos desta região são o quadríceps crural, os adutores, o bíceps crural e os abdutores.

Joelhos

A articulação dos joelhos confere apoio firme à unidade funcional formada pela coxa e pela perna. Além disso, deve ter boa mobilidade, para executar movimentos de amplitude moderada, em flexão e extensão, trabalhando sem nenhum apoio, quer seja no cavalo ou na sela. Para a flexão desta região, os músculos posteriores da coxa, especialmente o bíceps crural, exercem função primordial.

Pernas

Este segmento é de vital importância para a fixidez do cavaleiro, na impulsão, nas mudanças de direção e nas andaduras do cavalo. O trabalho desenvolvido pelos músculos dessa região é predominantemente estático (isométrico), com contrações alternadas ao pressionar os flancos do animal. Os principais músculos são os gastrocnêmios e os tibiais.

Tornozelos e pés

A articulação dos tornozelos, à semelhança dos joelhos, deve ser flexível para que o pé do cavaleiro se posicione de modo correto, ou seja, em flexão dorsal, e possa executar leves movimentos de extensão, flexão e rotação, de acordo com a necessidade de comandar o cavalo, além de contribuir para a absorção dos impactos.

A flexão dorsal do pé é facultada pela posição do joelho, uma vez que há menor tensão do músculo posterior da perna (gastrocnêmio). Os principais músculos que promovem a posição correta dos tornozelos e pés na equitação acadêmica são o tibial anterior e os extensores dos dedos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Condicionamento e Treinamento


Para um torneio nacional de provas funcionais como este proposto, o Programa de Condicionamento deve obedecer às várias fases morfológicas e os animais devem estar enquadrados numa faixa etária acima dos quatro anos. Assim, quando o animal estiver "pronto de boca" (domado de cela), e fisicamente condicionando, tanto do ponto de vista de sua resistência, como da flexibilidade de sua musculatura corporal, deve ter início o treinamento visando eventos específicos. O treinamento deve-se iniciar com as provas menos exigentes, na seguinte ordem: três Tambores, Seis balizas, Cavalo de Peão e Cross. Estas provas exigem mudanças bruscas de velocidade nos volteios e nas retas, exercendo um "stress" violente sobre as articulações ósseas e membros, exigindo uma ação enérgica do sistema Muscular.
Um bom Programa de Condicionamento Físico é sinônimo de equilíbrio, agilidade e potencia, fatores que atuando em conjunto, com perfeita harmonia e precisão, exigirá da montaria o máximo em termos de tempo de execução das provas. O preparo de um bom cavalo de provas pode durar mais de um ano de trabalho intensivo.
Deve-se ter um cuidado todo especial para se evitar "over training" - excesso de treinamento - o que poderá causar um "stress" muscular e mental no cavalo. Um outro ponto importante a ser ressaltado novamente, é que o Programa de Condicionamento é individual, nunca coletivo e extensivo a todos os cavalos. Um animal pode requerer maior atenção no aspecto velocidade, enquanto outros, em relação à resistência ou esbarro, como exemplo.
Para as provas de resistência não há um treinamento específico , há sim, um programa intensivo de condicionamento físico, justamente com o objetivo de desenvolver a resistência do cavalo, e do cavaleiro também.
Paralelamente ao exame clínico e físico de cada concorrente, avalia-se também o tipo e estilo do andamento, a disposição, aparência geral e o volume do suor. Os animais que não recuperam a taxa cardíaca normal, em uma hora, dificilmente terão condições de terminar uma competição de resistência, como o enduro. Outro sinal físico de fadiga é o estreitamento, e mesmo a inversão, da relação entre a taxa de batimento cardíaco e a taxa respiratória. Assim, durante o descanso a relação normal é em torno de 3:1 a 4:1 (Ex. pulsação = 40 e respiração =15), podendo passar para 1:2 (80 - 90:150 -170).
Os principais eletrólitos do plasma sanguíneo - cloro, sódio, cálcio, fósforo, potássio e magnésio - são eliminados pelo suor, e sem o fornecimento de água e da reposição imediata destas substâncias, através da aplicação de soro via sistêmica, não será possível recuperar estes animais. As conseqüências clínicas e fisiológicas de desidratação estão relacionadas com a natureza dos fluidos orgânica perdidos, e com a rapidez em que a desidratação desenvolve-se.
A avaliação dos animais deve ser conduzida de forma objetiva, medindo-se a temperatura corporal, taxa cardíaca, taxa respiratória e a taxa de recuperação cardíaca.
Enquanto as corridas, que no Brasil podem ser dividas em dois tipos principalmente, as de fundo, e as de curta distância. As corridas de fundo são praticadas principalmente pelos cavalos Puro Sangue Inglês, e são tradicionais no mundo inteiro. Algumas outras raças, como o Árabe também disputam provas de fundo, mas não tem tanto destaque. Já as provas de curta distância são dominadas pelo Quarto de Milha, cavalo de origem americana, que tem sua especialidade nesse tipo de prova, comprovada pelo nome da raça.
Os cavalos dirigidos para as corridas começam seu treinamento muito cedo. Logo ao atingir dois anos, o animal é levado para o Jóquei, onde é rusticamente domado e tem seu treinamento iniciado. O treinamento consiste basicamente em condicionamento físico, e teste da aptidão do cavalo para determinada distância.